Vila Velha, BR262, Araguaia, Alfredo Chaves, BR101, Rodosol – 186 k

Até quando isso vai acontecer?

Se você chegou aqui nesse post por causa da imagem desse Bugio atropelado (Allouata sp), fique sabendo que estamos passando por uma crise sem precedentes de biodiversidade! Espécies estão desaparecendo (extinção) em uma velocidade muito maior que as taxas de especiação (formação de novas espécies).

Lembre-se que a biodiversidade não é um conceito abstrato. Falado por “bixos-grilos” que gostam de abraçar árvores, tomar banho de rio e outras atividades ao ar livre.

Quando falamos de biodiversidade temos que considerar todos os serviços ecossistêmicos que a natureza tende a nos oferecer (e às outras espécies também).

Recursos como abrigo, alimento, manutenção do ciclo da água e nutrientes e demais elementos químicos. Controle dos extremos de temperatura e estabilização do clima. Proteção contra enchentes, solapamento de margens, entrada excessiva de nutrientes e poluentes nos corpos de água (rios, lagos e lagoas). Estabilização dos terrenos, biodiversidade química (compostos secundários), pool genético e mais um monte…

Apesar disso tudo, o ser humano continua vendo a biodiversidade como algo acessório, descartável, sem valor aparente. E enquanto isso acontecer, iremos ver passivamente esses crimes contra o meio ambiente.

Esse assassinato aconteceu na reta de Marechal Floriano, a uns 1000 metros da sede do Município no sentido Vitória x Interior. O animal foi morto não tinha uns 30 minutos, pois dava para ver o sangue ainda fresco e não coagulado saindo de suas vias respiratórias.

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Feito o desabafo, agora vou ao pedal…..

 

 

 

O objetivo era testar meu guidão borboleta na minha 29er para pedais mais longos (>300 k).

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Eu e o Erick saímos de Vila Velha às 07:00 no sábado dia 04/04/15. Pegamos todo o trânsito da Grande vitória e subimos a serra sem nenhum problema.  Seguimos no ritmo de Audax (velocidade média mínima de 15 km/h) com paradas de descanso maiores a cada 50 km aproximadamente.

A primeira dela foi em Santa Izabel no Café com Prosa. Após um lanche partimos em direção ao Posto do Café, no começo da estrada para Alfredo Chaves. Passamos por Marechal Floriano e a estrada nesse dia estava especialmente bonita. Como estamos na época da quaresma, as quaresmeiras estavam todas floridas, trazendo um chame a mais na rota. Infelizmente nesse mesmo trecho encontramos o Bugio atropelado…

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No Posto do Café, ajustei meu guidão, pois ele estava baixo demais e eu colocava muito peso nas minhas mãos, gerando um grande desconforto. Também tive que parar numa farmácia para comprar uns band-aids para colocar nos mamilos pois estavam assados devido ao atrito da camisa (Dica: sempre façam isso, pois chega numa hora que a dor pode ser muito grande).

Essa rodovia é linda! Vale a pena ser pedalada, pois quase não tem trânsito, o lugar é bonito e o clima muito gostoso.

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Em Araguaia, meus amigos Pereira e Dona Penha nos esperaram com uma bela cerveja gelada, água gostosa e uns bolinhos de arroz.

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Depois de Araguaia foi só descida até Alfredo Chaves. Esse caminho é muito bonito e perigoso em alguns momentos, pois as curvas são muito inclinadas e fechadas, então todo o cuidado é pouco.

Chegando em Alfredo Chaves, margeamos o rio Beneventes, num visual muito legal. O problema para que está com pneus finos, é que existem aproximadamente uns 4 km de paralelepípedos até a saída da cidade. Então a velocidade do pedal diminui bastante.

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Em Alfredo chaves paramos para almoçar e fomos agraciados com uma chuvinha fina que deu um pouco de refresco no calor do dia.

Até a BR101 foram uns 12 km, depois mais uns 20 km até o trevo de Guarapari e o restante do pedal transcorreu normal até Vila Velha. No total eu fiz 186 km e o Erik fechou nos 200.

Bom, o guidão não me atendeu. Pois mesmo mudando um pouco a posição dele as dores na mão continuaram. Como pretendo usar essa bike com os pneus 700 nos Brevets 400 e 600 não poderei ir com esse guidão. Tenho um outro modelo aqui em casa que vou testar em outro pedal longo… .ainda tenho 15 dias para isso.

Abaixo está um resumo do pedal.

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Abraços e bons pedais!.

 

WK.

 

 

Giro pela BR262 até Domingos Martins

Nesse domingo (26/03/2015) eu, Pedro e André resolvemos subir pela BR262 até Domingos Martins. Depois do Brevet 300 de Paraíba do Sul (uma semana atrás) foi o primeiro pedal que fiz.

Estava ha uma semana parado, sem tempo nenhum para rodar. Aproveitei e inaugurei minha 29er com rodas de Speed (as fotos estão abaixo). Pretendo usar essa configuração nos Brevets 400 e 600. Assim posso ter um pouco mais de conforto e menos dores nos ombros, do que quando utilizo minha Speed.

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Saímos de Vila Velha as 06:30 da manhã em direção à Viana. Tivemos um pneu furado e chegamos lá para tomar um café por volta das 07:20. Depois de alimentados, começamos a subida da serra.

Muitos falam e me perguntam se é perigoso subir a BR262… Bom, qualquer asfalto é perigoso para nós, mesmo no acostamento. Mas nos dias de domingo o trânsito de veículos é significativamente menor. Não sei o que acontece, mas os veículos grandes nos respeitam muito mais na serra do que na cidade (sim, a maioria deles passam a mais de 1,5 m de distância). Além disso, não custa nada ficar visível para os carros. Então para quem pretende fazer esse percurso, eu recomendo a utilização de um colete de sinalização (conforme pode ser observado abaixo).

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Apesar da falta de acostamento, por quase todo o caminho dá para andar bem na beirada da estrada, além da faixa de rolamento em uma pequena área de escape (veja na sequência).

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Chegamos em Domingos Martins com aproximadamente 03:30 horas de pedal. Demoramos pois além do pneu furado, eu tive que parar umas 3 vezes para ajustar o selim (havia muito tempo que não pedalava com a 29er e estava desacostumado com a geometria da bike).

Mas depois dos trancos e barrancos chegamos e fizemos a foto oficial (em frente à Igreja Luterana) de todos que sobem a serra até lá.

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Esse não foi meu melhor pedal. Fiquei muito cansado e desconfortável, com os pulsos doendo e rendimento muito baixo. Pode ter sido por conta do tempo parado (7 dias sem pedalar), noite mal dormida (umas 4 horas de sono) ou a cerveja e o churrasco da noite anterior. Além disso, minha roda traseira estava travada. Não estava girando completamente solta.

Ele já está na loja para verificação. Além disso, voltei com meu guidão borboleta. Vou ficar nessa configuração nas próximas 3 semanas me preparando para o Brevet 400 dia 20 de abril.

No final foram aproximadamente 105 km, 2200 m de altimetria e menos 5000 calorias…

Abaixo está o resumo do pedal. Os detalhes técnicos estão aqui.

Abraços e bons pedais.

WK.

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Blog para registros de minhas idas e vindas sobre a magrela…

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