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[Off-topic] Expedição ao topo do morro do Mestre Álvaro

Além de cicloturista também sou radioamador (PU1BRA) e pertenço ao Grupo Expedicionários Capixabas de Rádio Emissão (GECRE).

Nessa semana fiz uma caminhada com o Luis Paulo Garcia (PU1GLP) até o topo do Mestre Álvaro (Cidade de Serra) para fazer um levantamento das condições da estrutura principal que abriga as repetidoras do Corpo de Bombeiros Militar e Defesa Civil do ES.

O GECRE faz parte do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil do Estado do Espírito Santo (PEPDEC), e por conta da parceria com essa entidade iremos instalar uma repetidora de Radioamador no topo desse local, a fim de termos mais uma opção de contato entre as COMPDEC´s (Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil) da Grande Vitória e Municípios vizinhos.

A caminhada começou por volta das 07:00 da manhã. O amigo Paulo Mello (PU1EPM) nos deixou no início da trilha para subir o Mestre Álvaro e ficou de nos buscar no retorno. Isso foi necessário para evitar ter que andar desde Serra Sede até o começo da trilha.

Foram aproximadamente 2:30 de caminhada com uns 4.800 metros de subida. A trilha tem trechos íngremes, fechados, nascentes diversas e muitos pontos onde o visual é de tirar o fôlego.

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Logo no início passamos por uma área aberta de pastagem antes de entrar de fato dentro da trilha por dentro da mata.

 

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Depois de algum tempo de caminhada, paramos para descansar na frente do Vale do Eco, com vistas à Serra Sede.

 

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Na metade do caminho passamos por uma fonte de água onde paramos para poder nos refrescar. Dentro da mata estava fazendo um calor enorme e a elevada umidade do ar deixada tudo pior, fazendo o corpo perder muita água.

 

Depois de aproximadamente 1:40 minutos chegamos no “primeiro ombro” da subida. É uma cabeça de pedra de onde já podemos ter uma visão de 360º de toda a região. Nesse momento conseguirmos contato via rádio (147.730 e 434.000 MHz) com os amigos de Vila Velha e Vitória que estavam monitorando nossa subida. Até então estávamos na face norte do morro o que impedia os contatos com o sul.

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Depois desse “primeiro ombro”, descemos e subimos mais duas vezes. Já no final, a subida é íngreme e perigosa. O solo úmido e desgastados são um convite para um escorregão.

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Enfim, depois de 2:30 minutos de uma cansativa caminhada chegamos ao topo e imediatamente começamos a avaliar o local. Levantamos o aspecto de conservação da estrutura principal, antenas, torres, painéis solares e local de pouso de aeronave (para levar todo o material da repetidora na próxima vez).

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No final, deixamos a licença da PP1GV, repetidora da Defesa Civil que irá funcional no local dentro em breve.DSC00059 (Cópia)

 

Depois de tudo feito, começamos a descida, que durou aproximadamente 1:30 minutos. Para quem river interesse, os detalhes da caminhada (percurso, tempo, distância) podem ser acessados no link http://goo.gl/wr61Rp

WK.

[Off-topic] – Aula de campo 7º Período 2014/01 – Ciências Biológicas, UVV

Sei que o assunto não tem nada a ver com bike em si, mas tem tudo a ver com a parte “eco” do blog.

Praticamente todos os semestres do curso de Ciências Biológicas da UVV participam de uma atividade interdisciplinar. No sétimo período, levamos os alunos para uma aula de campo que envolve as disciplinas de Estrutura de Comunidades Vegetais, Limnologia, Oceanografia e Gestão de Recursos Costeiros.

A aula em si é uma viagem onde passamos por diversos pontos desde a baixada litorânea da região central capixaba até a região do Maciço do Caparaó. Durante o trajeto os alunos podem observar diferenças no relevo, rios, processos costeiros, vegetação e clima. Tudo isso acompanhando o gradiente de altitude desde a baixada até aproximadamente 1800 metros de altitude (Camping da Macieira – PARNA Caparaó). Nesse semestre, a aula aconteceu nos dias 29 e 30 de maio.

Saímos da UVV por volta das 07:30 da manhã com destino a Ponde da Madalena na Barra do Jucu. Lá observamos e discutimos aspectos sobre o estuário do Rio Jucu, trecho final de rios, as matas ciliares de manguezal, macrófitas aquáticas, sedimentação, transporte e tamanho de grãos além da produtividade primária local.

O segundo ponto foi a região de lagoas costeiras (lagunas) de Interlagos. Bairro de Vila Velha entre a Barra do Jucu e Ponta da Fruta.

Passamos pela restinga deste o Grupo Barreiras até a beira da praia, acompanhando o cordão arenoso e suas formações vegetais.

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Na praia, observarmos aspectos e características de regiões refletivas (tamanho do grão, inclinação do terreno, erosão marinha etc).2014-05-29 09.36.38 (Cópia)

 

O último ponto da baixada litorânea foram as falésias de Ubú, próximo à Samarco Mineração, onde vimos as falésias vivas e mortas, além de mais aspectos oceanográficos.

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Depois do almoço em Iconha, seguimos para Cachoeiro do Itapemirim onde visitamos uma região do Rio Itapemirim. Nesse local, foram abordados aspectos e características de trechos médios de rios, além de aplicar uma versão adaptada do Protocolo de Avaliação das Características Ecológicas em Trechos de Bacias (Callisto et al, 2002).

CALLISTO, M., FERREIRA, W., MORENO, P., GOULART, M. D. C., PETRUCIO, M. 2002. Aplicação de um protocolo de avaliação rápida da diversidade de hábitats em atividades de ensino e pesquisa (MG-RJ). Acta Limnologica Brasiliensia. 14 (1).

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Por volta das 18:30 chegamos em Pedra Menina, onde pernoitamos para a continuação da aula no dia seguinte. Ficamos hospedados na Pousada Paineiras (esquema Cama e Café). Uma fazenda colonial que oferece pernoite e refeições para grandes grupos.

Depois das brincadeiras, reuniões, relatórios e planejamento para o dia seguinte, fomos dormir.

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O segundo dia começou bem cedo (acordamos por volta das 05:00 da manhã) para o café e para termos tempo de chegar as 07:00 na portaria do Parque Nacional do Caparaó (lado do ES). Estava fazendo aproximadamente 13ºC. Para uns muito frio, para outros nem tanto. Acabamos chegando mais cedo e tivemos que esperar a portaria abrir.

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Andamos os cerca de 3,3 km desde a portaria até o Camping da Macieira através da estrada de acesso ao interior do Parque. A estrada é muito inclinada e cansativa. No entanto o visual, clima, fontes de água e a maravilha do lugar espantam o cansaço da maioria.

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Durante o caminho, paramos e fizemos novo protocolo de avaliação de rios, para caracterizar a ecologia dos trechos de Rios de Altitude.

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Ao final de aproximadamente 1:20 de caminhada (para a maioria dos presentes) chegamos ao nosso destino. A área apresenta um descampado cercado por vegetação arbustiva de montanha. O tempo estava bem nublado e frio. O vento gelado soprava fraco mas era o suficiente para congelar os ossos dos menos preparados.2014-05-30 09.26.57 (Cópia) 2014-05-30 08.46.11 (Cópia) 2014-05-30 08.39.13 (Cópia) 2014-05-30 09.26.13 (Cópia)

 

Depois que todo o grupo se juntou novamente, seguimos em direção à Cachoeira dos Sete Pilões. Ela tem esse nome em função das diferentes bacias formadas pela erosão da rocha em resposta a força das águas. Discutimos aspectos do solo e vegetação, bem como produtividade primária, biomassa, energia, grãos e transparência da água em trechos de rios de altitude.

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Depois de tudo visto e anotado começamos a descer novamente… Chegamos na fazenda por volta das 12:30, almoçamos e iniciamos o retorno para Vila Velha. Chegamos na UVV novamente por volta das 19:30, todos são e salvos.

A turma foi muito boa (uma das melhores nessa atividade). Ao todo foram 17 alunos de graduação, um doutorando (monitor) e três professores (Dr. Werther Krohling, Dr. Marcelo Moretti e Dr. Ary Gomes).

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WK.