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O passeio que chegou mas não chegou na cachoeira… (87 k)

Esse pedal aconteceu domingo no dia das mães. Saímos de Jardim Camburi por volta das 5:30 com destino à Cachoeira do Rio do Meio em Santa Leopoldina.

Pegamos a estrada do contorno em direção a Aroaba, na planície abaixo do Mestre Álvaro. A idéia era sair na rodovia Cariacica x Santa Leopoldina e entrar à esquerda em direção à Região do Tirol.

Ainda na estrada do contorno, tivemos um pneu furado duas vezes o que fez com que um dos integrantes do grupo tivesse que voltar.  A Estrada do Contorno normalmente é muito perigosa, com tráfego intenso de caminhões, mas como saímos de madrugada minimizamos esse problema.

contorno 1 (Cópia)

contorno 2 (Cópia)

Andamos pela marginal da Rodovia do Contorno e em função de um pequeno erro de navegação, tivemos que andar por aproximadamente 800 metros na linha de trem (Estrada de Ferro Vitória x Minas). A surpresa foi que logo após passarmos a primeira ponte, a composição com destino a Minas Passou apitando… isso foi alguns segundos depois que o último atravessou.

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É incrível como todo mundo vira criança quando está perto de um trem passando em alta velocidade. A vibração, o vento e o barulho da composição nos fizeram ficar com aquele sorrisinho no canto da boca, boquiabertos e admirando o trem passar.

Saímos de Aroaba, entramos na rodovia e na sequência pegamos a estrada de chão com destino à Cachoeira do Rio do Meio. O estradão é bonito, com muitas pastagens, poucos morros e um visual bonito.

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Andamos aproximadamente uns 7 km desde o asfalto até a localidade de Regência, quando começamos a única subida do trajeto inicial. Essa subida tem uns 2,5 km. Ela é bem suave e dá pra subir tranquilo.

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Essa árvore estava no meio da subida e deu um visual especial ao trecho.

 

Depois do trecho mais difícil, foram mais 4 km até a cachoeira. Chegando lá, tivemos a triste visão de uma placa indicando que ela estava fechada e que a abertura seria apenas em outubro… Daí que percebemos que “pagamos mas não levamos” ou “chegamos mas não chegamos”. Decepção geral! Desânimo na galera de ter que voltar pelo mesmo caminho.

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Após a frustração inicial, fizemos uma mudança na rota e decidimos voltar por Mangaraí, andando pelo asfalto até a metade do caminho entre Cariacica Sede e Santa Leopoldina. Esse asfalto é muito bonito, com bastante sobra, descidas suaves e compridas. Em alguns trechos as copas das árvores de ambos os lados da pista de tocam, deixando uma temperatura e sobras muito aprazíveis.

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Ao longo desse caminho tem uma parada particular, onde é possível tomar banho de rio para dar uma refrescada na cabeça.

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Após 10 km chegamos no asfalto e começamos o retorno até Aroaba para chegar novamente em Jardim Camburi. Quem conhece esse trecho sabe dos subidões intermináveis (porém suaves) na rodovia. Uma parte do grupo já estava exausta e fizemos uma parada estratégica para comer pastel frito, pão com linguiça e caldo de cana antes de continuar.

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Corpo esfriado, forças recuperadas seguimos adiante. Fizemos o trajeto de Aroaba, Rodovia do Contorno passando por Alto de Carapina (acho que é esse o nome do Bairro). O local é estranho mas com um visual bonito da cidade.

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Depois de mais de 80km, e umas boas horas de pedalada, parte do grupo ficou na estrada do contorno para pegar o carro, o restante seguiu para Jardim Camburi. Detalhes técnicos do pedal (tempo em movimento, altimetria, calorias gastas etc.) estão no link do Strava.

Gostou do post, tem alguma crítica, dúvida ou sugestão escreve aí nos comentários.

Agradeço em especial os colegas Leonardo Cassib e Rodrigo Santa Clara pelas fotos do pedal.

Abraços e bons pedais!

WK.

Distância total: 87.98 km
Velocidade média: 19.80 km/h
Tempo total: 09:03:22
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O que levo na mochila durante um pedal longo…

Essa postagem foi inspirada no comentário do Rodrigo Forrequi  que perguntou o que costumo levar em meus pedais mais longos.

Pois bem, pensando nisso preparei algumas fotos dos diversos itens que constam em minha mochila. Eu separei os equipamentos em quatro grupos principais sendo eles: (1) Alimentos; (2) Conforto/higiene; (3) Eletrônicos e (4) ferramentas. Nesse post eu falo um pouco de cada um desses grupos nessa ordem.

Os alimentos são basicamente os saches de BCAA (1), mel em saquinhos (2), barrinhas de banana com doce de leite (3) e barra de proteína (4). Todos esses alimentos foram indicados através de minhas consultas com minha nutricionista especialista em nutrição esportiva. Portanto não posso dizer o que é bom ou ruim para outros, estou penas passando a minha realidade.

 alimentos (Cópia)

Claro que em um pedal longo (mais de 6 horas de pedal) eu ainda levo sanduiche de pão com queijo mussarela e não desprezo um almoço caso esteja na hora de almoçar e eu encontre algum lugar convidativo. Afinal, sempre tem àquela hora em que a barriga ronca de fome e essas pequenas porções de alimento não dão conta.

Dentro dos itens de conforto e higiene constam: (1) Bandana para evitar queimar a careca com o sol e para minimizar o excesso de suor nos olhos, (2) luvas (eu optei por luvas simples, sem enchimento nas mãos, pois acho mais confortáveis), 3 protetor solar (Sundowm esporte 30). Porque não um papel higiênico? Afinal são várias horas fora de casa e imprevistos podem acontecer (4). O álcool gel (5) tem duas utilidades. Limpar a câmara de ar no caso de algum remendo e limpar as mãos após casos de necessidade… Não dá para esquecer também os comprimidos de Clorin (6), utilizados para desinfetar a água que for beber. Em algumas situações não tem nenhum apoio por perto e a única opção são as nascentes. Encontramos o Clorin em farmácias ou lojas de aventura. Eles são vendidos em comprimidos para 1l ou 10 l de água. No nosso caso, o ideal são várias pastilhas para 1 l.

conforto-higiene (Cópia)

Aí fica uma dica… Sempre priorize pegar água de alguma nascente que esteja dentro de mata ou vegetação nativa. Evite nascentes que passam por pastos ou monoculturas (café, banana, eucalipto, hortifrutes em geral), pois assim podemos minimizar a ingestão de uma possível água contaminada com agrotóxicos.

Outra dica para desinfetar a água é utilizar Hidrosteril que encontramos nos supermercados na seção de hortifruti. Bastam algumas gotas por litro de água e tudo fica limpinho para ser consumido.

Nos eletrônicos uma Sony a prova de água (1), meu localizador pessoal SPOT (2) que fornece minha aposição em tempo real em qualquer parte do globo via satélite para e-mails e celulares previamente cadastrados (detalhes em http://la.findmespot.com/pg/) e meus dois GPS. O Garmin Edge 510 (3) que utilizo como computador de bordo (para registros de altimetria, velocidade, cadência, tempo, distância, batimentos cardíacos, etc.) e o Etrex 30 (4) que utilizo para navegação.

eletronicos (Cópia)

Para falar dos equipamentos em si, vou explicar em grupos:

1 – Raios reserva: Mesmo sem saber e nem ter as ferramentas para substituição de raios, eu sempre carregos alguns reserva pois em toda cidadezinha sempre tem alguma loja ou oficina de conserto de bikes. E convenhamos que raios de 29er não são tão fáceis de achar nos interiores. Portanto levo os meus e peço para alguém trocar.

2 e 3 – Remendo e espátula para troca de pneus. Recomento os remendos da Foss, pois não precisam de cola extra. Quando acho um furo, uso o álcool gel e papel higiênico para limpar bem a superfície da câmara e coloco o adesivo diretamente sobre a superfície.

4 – Sempre carrego meus lubrificantes, pois em pedais longos com água ou muita poeira, depois de algum tempo as correntes pedem.

5 – Os lacres são acessórios que funcionam pra qualquer coisa.

6 , 7 e 8 – Alicate pequeno (para tirar espinhos, pregos ou objetos pontiagudos dos pneus), kit de chaves multiusos e lâmina (canivete).

9, 10, 11, 12 e 13 – Câmara de ar reserva (autoexplicativo), gancheira, remendo de corrente, chave de corrente e gancheira de emergência (quem tem dois tem um e quem tem um não tem nenhum…). Porque eu não tenho duas gancheiras próprias para meu quadro? Pois se estiver pedalando com mais alguém e esse outro for um despreocupado que não tem gancheira, essa de emergência caberá no quadro dele.

14 – Fogo… Isso mesmo. Isqueiro ou algum dispositivo que faça fogo (eu uso uma pederneira com barra de magnésio). Isso vem desde o tempo de escoteiro, quando não saía de casa sem uma lâmina e alguma coisa que faça fogo. Sabe-se lá se num pedal desses tenho problemas e não consigo chegar numa cidade… Terei que dormir no mato!
equipamentos (Cópia)

15 – Bomba de ar… Também levo duas! De que adianta tudo isso se uma bomba de ar falhar? Fico na mão mesmo assim.

Tudo isso dentro de uma mochila média (25 litros) da Nord Outdoor. O modelo é a Volita 25. Escolhi essa mochila, pois ela tem três aspectos interessantes. Consigo colocar meu reservatório de 3 litros de água, possui armação com varetas de alumínio que deixam a mochila bem acondicionada nas minhas costas. O terceiro item é o mais interessante para mim. Ela possui o sistema “Air-Flow”. Nesse sistema, as varetas de alumínio deixam a estrutura rígida e a mochila não encosta nas minhas costas. Ela fica apoiada apenas pelas alças. Isso é interessante porque eu congelo a água do meu reservatório e como a mochila não entra em contato direto com meu dorso, a água permanece muito tempo congelada. De fato, eu chego a ter água gelada em pedais com mais de 7 horas de duração.

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Cuidado caso você tente congelar a água dentro do reservatório… Eu não o encho todo (para deixar a água expandir) e tiro toda a água do canudo assoprando de volta.