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[Off-topic] – Aula de campo 7º Período 2014/01 – Ciências Biológicas, UVV

Sei que o assunto não tem nada a ver com bike em si, mas tem tudo a ver com a parte “eco” do blog.

Praticamente todos os semestres do curso de Ciências Biológicas da UVV participam de uma atividade interdisciplinar. No sétimo período, levamos os alunos para uma aula de campo que envolve as disciplinas de Estrutura de Comunidades Vegetais, Limnologia, Oceanografia e Gestão de Recursos Costeiros.

A aula em si é uma viagem onde passamos por diversos pontos desde a baixada litorânea da região central capixaba até a região do Maciço do Caparaó. Durante o trajeto os alunos podem observar diferenças no relevo, rios, processos costeiros, vegetação e clima. Tudo isso acompanhando o gradiente de altitude desde a baixada até aproximadamente 1800 metros de altitude (Camping da Macieira – PARNA Caparaó). Nesse semestre, a aula aconteceu nos dias 29 e 30 de maio.

Saímos da UVV por volta das 07:30 da manhã com destino a Ponde da Madalena na Barra do Jucu. Lá observamos e discutimos aspectos sobre o estuário do Rio Jucu, trecho final de rios, as matas ciliares de manguezal, macrófitas aquáticas, sedimentação, transporte e tamanho de grãos além da produtividade primária local.

O segundo ponto foi a região de lagoas costeiras (lagunas) de Interlagos. Bairro de Vila Velha entre a Barra do Jucu e Ponta da Fruta.

Passamos pela restinga deste o Grupo Barreiras até a beira da praia, acompanhando o cordão arenoso e suas formações vegetais.

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Na praia, observarmos aspectos e características de regiões refletivas (tamanho do grão, inclinação do terreno, erosão marinha etc).2014-05-29 09.36.38 (Cópia)

 

O último ponto da baixada litorânea foram as falésias de Ubú, próximo à Samarco Mineração, onde vimos as falésias vivas e mortas, além de mais aspectos oceanográficos.

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Depois do almoço em Iconha, seguimos para Cachoeiro do Itapemirim onde visitamos uma região do Rio Itapemirim. Nesse local, foram abordados aspectos e características de trechos médios de rios, além de aplicar uma versão adaptada do Protocolo de Avaliação das Características Ecológicas em Trechos de Bacias (Callisto et al, 2002).

CALLISTO, M., FERREIRA, W., MORENO, P., GOULART, M. D. C., PETRUCIO, M. 2002. Aplicação de um protocolo de avaliação rápida da diversidade de hábitats em atividades de ensino e pesquisa (MG-RJ). Acta Limnologica Brasiliensia. 14 (1).

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Por volta das 18:30 chegamos em Pedra Menina, onde pernoitamos para a continuação da aula no dia seguinte. Ficamos hospedados na Pousada Paineiras (esquema Cama e Café). Uma fazenda colonial que oferece pernoite e refeições para grandes grupos.

Depois das brincadeiras, reuniões, relatórios e planejamento para o dia seguinte, fomos dormir.

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O segundo dia começou bem cedo (acordamos por volta das 05:00 da manhã) para o café e para termos tempo de chegar as 07:00 na portaria do Parque Nacional do Caparaó (lado do ES). Estava fazendo aproximadamente 13ºC. Para uns muito frio, para outros nem tanto. Acabamos chegando mais cedo e tivemos que esperar a portaria abrir.

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Andamos os cerca de 3,3 km desde a portaria até o Camping da Macieira através da estrada de acesso ao interior do Parque. A estrada é muito inclinada e cansativa. No entanto o visual, clima, fontes de água e a maravilha do lugar espantam o cansaço da maioria.

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Durante o caminho, paramos e fizemos novo protocolo de avaliação de rios, para caracterizar a ecologia dos trechos de Rios de Altitude.

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Ao final de aproximadamente 1:20 de caminhada (para a maioria dos presentes) chegamos ao nosso destino. A área apresenta um descampado cercado por vegetação arbustiva de montanha. O tempo estava bem nublado e frio. O vento gelado soprava fraco mas era o suficiente para congelar os ossos dos menos preparados.2014-05-30 09.26.57 (Cópia) 2014-05-30 08.46.11 (Cópia) 2014-05-30 08.39.13 (Cópia) 2014-05-30 09.26.13 (Cópia)

 

Depois que todo o grupo se juntou novamente, seguimos em direção à Cachoeira dos Sete Pilões. Ela tem esse nome em função das diferentes bacias formadas pela erosão da rocha em resposta a força das águas. Discutimos aspectos do solo e vegetação, bem como produtividade primária, biomassa, energia, grãos e transparência da água em trechos de rios de altitude.

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Depois de tudo visto e anotado começamos a descer novamente… Chegamos na fazenda por volta das 12:30, almoçamos e iniciamos o retorno para Vila Velha. Chegamos na UVV novamente por volta das 19:30, todos são e salvos.

A turma foi muito boa (uma das melhores nessa atividade). Ao todo foram 17 alunos de graduação, um doutorando (monitor) e três professores (Dr. Werther Krohling, Dr. Marcelo Moretti e Dr. Ary Gomes).

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WK.

Passeio MTBeer – Araguaia e Matilde

Esse pedal aconteceu no dia 14/05, em comemoração ao aniversário do amigo Vitor Fanfarrão Caus.

Saímos de sua propriedade em Santa Maria de Araguaia (Marechal Floriano) no meio da manhã.  O dia estava ótimo com temperatura agradável e o astral do grupo nas alturas.

As senhoras esposas ficaram em casa enquanto o grupo partiu para o pedal de aproximadamente 43 km na região de Matilde e Carolina.

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Foram 3 km até o asfalto em estrada de terra, depois mais 3 km de asfalto até a entrada do estradão.

 

Voltando para a estrada de chão, passamos por um pontilhão da estrada de ferro. O lugar é bem bonito e merece uma foto.

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Depois de uns 5 km chegamos até a vila de Matilde e fomos margeando o rio local até a localidade de Carolina (aí já tínhamos uns 15 km acumulados desde o início do pedal).

Em Carolina começamos os 4 km de um morro show! Alguns pontos muito inclinados, outros nem tanto. A copa das árvores se fechava em alguns pontos da estrada e davam um visual especial ao local.

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Visual já quase no final dos 4 km de subida... durante todo esse trajeto dava pra ouvir o som do riacho ao nosso lado direito nos convidando para uma paradinha de descanso.

Nesse pondo começamos a descer novamente já no retorno do pedal. Descansamos um pouco na sombra de uma plantação e eucalipto esperando o restante da turma chegar.

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A surpresa da volta foi o down-hill alucinante e a chegada na parte baixa do vale, margeando o Rio Beneventes.20140517_113925 (Cópia) 20140517_113612 (Cópia) 20140517_113848 (Cópia)

A floresta fechada dava um clima muito legal para se pedalar.

 

Saindo da cobertura da mata ciliar, entramos no vale aberto ao redor do rio Beneventes. Fizemos algumas paradas para fotos e começamos o caminho de volta pelo mesmo percurso.

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Na volta paramos em Matilde para pegar os que ficaram na ida. Tomamos uma gelada no bar local e voltamos para a casa do Vitor onde de fato começou a bagunça… mas isso fica apenas entre o MTBeer!

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Abraços e bons pedais,

WK.

 

Distância total: 43.84 km
Velocidade média: 20.24 km/h
Tempo total: 03:30:57
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