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300 k Paraíba do Sul – Março de 2015

Essa prova começou na sexta feira dia 20/03/2015. Eu e meu amigo Renan de Almeida saímos de Vila Velha por volta das 13:00 para uma viagem de 8 horas e aproximadamente 450 km até Paraíba do Sul, RJ. Essa prova foi organizada pelo pessoal do Rio Audax e Pedal 2 Cicloturismo.

Chegamos na cidade de noite, pousada, jantar, umas (e mais algumas) cervejas na pracinha principal da cidade e cama.

Tiramos o sábado de manhã para conhecer a cidade e tirar umas fotos para passar o tempo. A cidade é muito aprazível. Clima gostoso e pessoas agradáveis.

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Após o almoço às 13:30 teve início a reunião técnica do Brevet. Nos concentramos no auditório da estação de trem onde foram passadas as informações detalhadas pelos organizadores da prova. Acho que éramos em uns 40-50 participantes.

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Depois da reunião voltei para a pousada para tentar descansar. O início seria as 16:00. Mas a agitação era tanta que não consegui me manter queto.  Terminei de arrumar a bike lá no quarto da pousada, fiz um último check nos equipamentos e fomos então para o Parque Salutaris afim de aguardar a largada.

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Os momentos que antecedem um Brevet são muito emocionantes. vários participantes com experiências e equipamentos diferentes trocam experiências e causos dos mais variados. O clima desse tipo de prova é completamente diferente das competições de ciclismo que existem por aí. Eu acho muito melhor!!!

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Por volta das 15:30 fiz minha vistoria (iluminação traseira, dianteira, colete refletivo, capacete). Agora era só esperar.

A largada aconteceu as 16:01. Seguimos com batedores de Paraíba do Sul em direção à cidade de Sapucaia para o PC1 (52 km). Pegamos chuva no meio do caminho mas até aí normal…

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Tudo ia bem até faltar 1000 metros para o PC. Meu pneu traseiro furou e tive que trocar. Como levei muitas câmaras reserva troquei sem problemas.

Ao chegar no PC (as 18:38) constatei que o pneu continuava murcho e tive que fazer nova troca. Então foram duas câmaras em menos de 1000 metros de prova. Nesse meio intervalo perdi muito tempo pois ainda tinha que carimbar o passaporte e me alimentar. O resultado foi que fui o último da prova a deixar o PC1. Nele tivemos água, frutas e sanduíche de pão, queijo e presunto.

Segui em direção ao PC2 na cidade de Simão Pereira (121 km). Cheguei lá por volta das 22:00 horas. Já estava com bastante frio (pois estava encharcado) e fome. A chuva havia aumentado! Sorte de eu ter levado um corta vento impermeável. Para chegar na cidade pegamos uns 7 km de ladeira acima (nada muito pesado). Nesse PC fomos agraciados com uma bela macarronada quente!

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Para o terceiro PC a pernada foi muito grande e sofrida! Foram 73 km até Valença (Acumulando 193 km de prova). Pedalei grande parte dele sozinho por estradas vicinais na completa escuridão. Apenas com a luz da lanterna e dos eventuais carros que passavam
pela noite. No último terço da pernada novamente meu traseiro estourou. Nesse momento recebi ajuda do João e do Rafael para a troca do pneu. Esses me acompanharam até o PC3. Antes de chegar em Valença, próximo à cidade de Rio das Flores novo pneu furado (era a quarta troca que fazia na noite). Menos de 30 minutos depois mais um pneu furado (era o quinto).

Chegamos em Valença aproximadamente as 3:00 da madrugada. O PC era dentro de um Ginásio quente e acolhedor. Café quente, torradas, pão, leite e biscoitos.  Nas duas fotos abaixo seguem os registros desse PC.

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O João que havia me acompanhado ficou. Eu parti então com um grupo de 5 colegas em direção à Vassouras. Esse foi o trecho mais tranquilo, com muitas descidas e poucas subidas. A chuva foi constante por quase toda a pernada. Nesse momento comecei a sentir muitas dores das assaduras na bunda e virilha causadas pela bermuda molhada em contato com o corpo. Apesar de usar um selim apropriado para longas distâncias, o fato de estar com a roupa encharcada fez com que eu pagasse o preço.

O trecho entre o PC3 e PC4  foi bem curto (aproximadamente 25 km) então com 225 km estávamos em Vassouras no PC4.

Chegamos lá por volta das 05:00 de domingo. O local era um posto de gasolina às margens da BR393. Carimbamos o passaporte, tentei secar um pouco a bunda com papel, nos alimentamos e seguimos em frente. Logo na saída o pessoal que estaca comigo disparou. Quem me acompanhou todo o trecho foi o Rafael.

Esse final foi muito sofrido! As assaduras não me deixavam pedalar direito. O sono se tornou incontrolável. Até esse momento ele não havia se manifestado. Por vários momentos tive que jogar água no rosto para não fechar os olhos. Foram 58 km até o final. Mas levei umas 3:30 minutos para fazer esse trecho. Meu rendimento caiu muito por conta das assaduras.

Além disso tive o pneu furado mais duas vezes (no total foram 6 câmaras furadas e um pneu rasgado) e um rasgo que me obrigou a usar o pneu reserva.

Depois de aproximadamente 15:43 minutos de prova completei os 283 km do Brevet (não foram 300 km, mas existe uma tolerância de + ou – 30% nas provas para serem válidas).

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Assim ficou meu pé depois de tantas horas de pedal encharcado…

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Vale ressaltar que além da alimentação em todos os PC´s, eu levei suplementação. A cada hora cheia, tomava um sachet de carboidrato gel. Em minha garrafa de 750 ml, coloquei 5 porções de NewUp e BCAA em pó da MAx Titanium e tomava um gole (aproximadamente 75 – 80 ml) a cada meia hora de prova. Usei isso durante toda a prova e não tive nenhum problema de fadiga. Apenas as dores normais do corpo na bike.

Essa foi a primeira prova com o quadro novo (eu usava um quadro Calou mas troquei por um Vicinitech – como podem ver na foto abaixo). Ele superou minhas expectativas mas ainda senti dores nos ombros por conta da posição de pedalar… Penso na possibilidade de usar minha 29er com pneus slick (talvez no de 400)

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Gostaria de agradecer a Paula pelo apoio incondicional, aos amigos Copolo, Leonardo Carvalho e Renatão pelo empréstimo dos equipamentos (pilhas para a lanterna). Também ao pessoal da Giros Bike por não ter medido esforços para montar meu quadro novo à tempo para a prova ao João que me emprestou as câmaras de ar e ao Rafael que me acompanhou durante grande parte da prova. Também agradeço ao Renan Almeida. Amigo incansável que foi comigo na ida e voltou dirigindo o carro na volta (já que não teria condições de fazer isso sozinho).

Ainda nos agradecimentos, não posso deixar de mencionar o colega Hugo Carlini que pilota o Panda Fast-Food. Nesse mês de janeiro ele iniciou uma competição maluca que mudou o ciclismo capixaba para sempre (Desafio Panda Fast-Food). Premiou os loucos com maior distância pedalada e os pedais mais longos semanais e mensal, incentivando ainda mais o ciclismo de longa distância aqui no ES.

Nessa prova consegui mais uma superação, afinal nunca havia feito um pedal com tanta altimetria assim (foram mais de 5000 metros). Também nunca havia pedalado a noite toda. Além da experiência, conheci pessoas maravilhosas, vi um monte de equipamentos novos e interessantes para a modalidade e estou seguindo no caminho para o Super Randoneé.

Os detalhes técnicos da prova estão no link do Strava aqui!

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